Saúde e bem-estar

O que é que preciso de saber sobre a saúde e bem-estar dos meus filhos e o seu mundo digital?

Se tem filhos adolescentes, compreende que essa é uma fase de mudanças físicas e emocionais. Eles nem sempre querem falar consigo, com os professores ou até com os amigos sobre o que estão a pensar, por isso podem procurar ajuda noutros sítios.

A internet proporciona-lhes um sítio onde poderão encontrar informações e falar sobre questões como as relações, a intimidação, o abuso do álcool e das drogas, o stress, o luto, as perturbações alimentares e as lesões auto-inflingidas.

“Os jovens estão cada vez mais a aceder a informações sobre a saúde online, enquanto uma porção dos mesmos procura indicações sobre saúde mental e questões de imagem corporal em grupos de apoio.” – Dr.ª Rachel O’Connell, Estrategista de Média Sociais

As redes sociais, as salas de chat e os quadros de mensagens proporcionam-lhes uma oportunidade para falarem com outros jovens que estão na mesma situação ou para estabelecerem contacto com peritos e orientadores. Ou podem mesmo optar por exprimir os seus próprios sentimentos sobre a sua saúde ou bem-estar emocional num blogue ou outro fórum online.

Para alguns, a internet tornou-se indispensável e há muitos sítios que disponibilizam indicações e apoio a crianças e adolescentes, alguns dos quais listamos na secção “Onde posso ir para mais informações e apoio?” abaixo.

Sabia que?

Num inquérito realizado em 2009 pela YouthNet, 32 por cento dos jovens entre 16 e 24 anos confirmaram que podem aceder a todas as informações de que precisam online e que não sentem necessidade de falar com uma pessoa real sobre os seus problemas. O facto de serem anónimos online foi a justificação mais importante apontada por 62 por cento dos jovens que preferem procurar indicações online em vez de optarem por outras fontes

Mas também há alguns lugares na Web que podem confundir os jovens. Um inquérito realizado em 2010 pela Get Connected mostrou que mais de metade dos jovens que procuram ajuda para a resolução de um problema na internet acabam por ficar mais preocupados do que estavam anteriormente.

E alguns sítios até promovem comportamentos perigosos. Os seus filhos podem deparar-se com sítios ou páginas nas redes sociais que promovam as perturbações alimentares, as lesões auto-inflingidas ou o suicídio, por exemplo, especialmente se fizerem pesquisas num motor de pesquisa sem filtros de conteúdo.

Se alguns jovens já estiverem numa situação de vulnerabilidade por causa de um problema físico ou emocional, podem sentir-se atraídos por estes sítios e não compreenderem que promovem comportamentos perigosos.

No Reino Unido, a indústria da internet e o governo estão a desenvolver esforços conjuntos no sentido de minimizar o impacto destes sítios, mas não são ilegais, por isso é importante que ajude os seus filhos a procurar organizações de apoio genuínas.

  • Mesmo se pensar que os seus filhos falariam consigo em primeiro lugar, fale com eles sobre onde poderão procurar indicações sobre saúde e outras questões pessoais online
  • Fale com eles sobre os tipos de sítios sobre saúde e bem-estar que são mais adequados para eles visitarem e os que não são – mostre-lhes que resultados aparecem se simplesmente digitarem um termo num motor de pesquisa e como determinar onde podem encontrar online organizações de apoio com boa reputação constituídas por profissionais com formação
  • Incentive-os a falarem consigo se quiserem falar sobre alguma coisa que tenham encontrado online e que os esteja a incomodar
  • Explique aos seus filhos porque é que devem ter cuidado ao dar informações pessoais e partilhar experiências – nem todas as pessoas que conhecerem online são quem dizem ser
  • Fale com eles sobre a sua “pegada digital” – qualquer coisa que os seus filhos publiquem online poderá aí permanecer para sempre e poderá ser vista por qualquer pessoa
  • Defina opções de Controlos Parentais e Pesquisa Segura no computador dos seus filhos, baseando-se na sua idade e maturidade; no entanto, lembre-se de que podem não ser 100% eficazes e que não substituem a supervisão parental
  • Leia os nossos artigos sobre ciberintimidação, exploração da identidade sexual, conteúdo impróprio e nocivo, telemóveis e saúde, gestão da reputação, conteúdo enganoso e pesquisa

Onde me posso dirigir para obter mais informação e apoio?

  • A Beat, a principal instituição de caridade para perturbações alimentares do Reino Unido, disponibiliza indicações no seu canal no YouTube
  • O Bebo criou o Be Well Centre para disponibilizar aos jovens informações e apoio sobre questões relacionadas com saúde mental, crime, cuidados sociais e bem-estar
  • Este artigo na Business Week investiga os sítios que promovem as perturbações alimentares
  • A Childline disponibiliza indicações e orientação confidenciais às crianças e adolescentes no Reino Unido
  • A Get Connected disponibiliza uma linha de ajuda confidencial para os jovens
  • A instituição de caridade para a saúde mental MIND promove a boa saúde mental online através do seu sítio e do seu grupo no Facebook
  • Obtenha indicações e fale com outros pais no sítio Mumsnet
  • O sítio do NHS é um recurso útil sobre saúde para toda a sua família
  • A linha de ajuda permanente da Parentline disponibiliza orientações sobre uma vasta gama de questões parentais
  • A Reachout Ireland ajuda os jovens a atravessar tempos difíceis
  • Visite o sítio Samaritans para obter informações sobre o apoio que é disponibilizado por esta organização
  • A SANE procura melhorar a qualidade de vida de pessoas afectadas por doenças mentais
  • A Spunout incentiva os jovens da Irlanda a gerar mudança pessoal e social
  • Os jovens adultos podem participar na comunidade online TheSite.org

Perguntas frequentes relacionadas com este artigo

Saiba mais sobre Controlos Parentais

Que idade têm os seus filhos?

O que precisa para começar

  • 5-7 anos

    A tecnologia faz parte da vida dos seus filhos antes de iniciarem o ensino primário. Provavelmente utilizam o computador, a internet e a televisão interactiva por divertimento, para ver programas no canal de televisão e no website CBeebies ou para a participar nas salas de conversação do "Club Penguin"... no entanto, necessitam ainda da orientação e supervisão de adultos.

  • 8-11 anos

    Se tiver filhos com 8 a 11 anos de idade, a sua casa está provavelmente repleta de tecnologia: a PlayStation, a Nintendo, o iPod… a lista continua. De facto, estudos mostram que crianças entre os 8 e os 11 anos de idade no Reino Unido têm em média quatro equipamentos no seu quarto.

    Esta idade é decisiva para os jovens adoptarem novas tecnologias e desenvolver as suas capacidades na área das tecnologias da informação, tanto em casa como na escola… e é também uma altura decisiva para você assumir o controlo quando eles começam a explorar o mundo digital, bem como o mundo real.

  • 12-14 anos

    Frequentam o ensino básico e estão a crescer rapidamente. É uma altura de mudança e o seu mundo digital pode parecer-lhes tão importante como o mundo real. Podem passar a noite no Bebo, no Facebook ou no MySpace, a ver vídeos no YouTube e a carregar os seus próprios vídeos para outros os verem; ou a pesquisar para os trabalhos de casa.

    Com certeza pretende estimular as suas capacidades em termos de tecnologia e socialização, portanto é útil perceber o que eles fazem com a tecnologia e envolver-se também com ela.

  • +15 anos

    Na adolescência, os seus filhos tendem a pensar que percebem muito de tecnologia e que são capazes de lidar com tudo aquilo com que se deparam no mundo digital. Provavelmente assiste com espanto à forma como intercalam a conversa com os amigos no Facebook , como actualizam o perfil no Twitter, como jogam com alguém do outro lado do mundo na consola ou como transferem músicas para o telemóvel.

    Tudo representa divertimento. Porém, à medida que ficam mais velhos, aquilo de que você necessita para lidar com o mundo digital dos seus filhos torna-se ainda mais desafiante. Em vez de os deixar, precisa, de facto, de continuar a comunicar com eles.

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