Aliciamento online

O que é o aliciamento online?

O aliciamento online consiste no estabelecimento de contacto com crianças com o objectivo de as preparar para abusos sexuais, quer online quer offline. É algo em que, como pai, não quer sequer pensar e é pouco provável que os seus filhos sejam abordados desta forma, mas acontece, por isso precisa de estar ciente desta possibilidade.

Veja este vídeo da Netsmartz sobre a forma como os predadores online manipulam e aliciam crianças:

O que é que preciso de saber sobre o aliciamento online?

O aliciamento online é uma infracção penal prevista pelo Acto sobre Ofensas Sexuais de 2003 do Reino Unido e muitas organizações, incluindo os principais operadores de internet e de redes móveis, o governo, instituições de caridade para crianças e órgãos de aplicação da lei estão a trabalhar em conjunto para minimizar a probabilidade de acontecer aliciamento e para agir contra os aliciadores.

Muitas vezes, as crianças e os jovens confiam facilmente nas pessoas por isso, como pai, precisa de saber em que consiste o aliciamento online e como agir se recear que os seus filhos – ou outras crianças – estejam a correr perigo.

“Há alguns passos simples que os pais podem tomar e alguns sinais a que devem estar atentos, mas a chave é estar vigilante e manter as linhas de comunicação abertas.” – Zoe Hilton, do Child Exploitation and Online Protection Centre

Segundo as orientações sobre boas práticas para as redes sociais do Ministério da Administração Interna do Reino Unido:

  • Os abusadores utilizam várias técnicas para estabelecer contacto e relações com os jovens, tais como:
    • Recolher dados pessoais online (por exemplo, idade, nome, endereço, número de telemóvel e escola frequentada), em redes sociais , jogos multiutilizador e outros fóruns na Web
    • Oferecer oportunidades no mundo da moda, especialmente às raparigas jovens
    • Prometer encontros com celebridades e oferecer prendas, tais como jogos de computador ou bilhetes para concertos pop
    • Obter a confiança das crianças manifestando atenção ou compreensão quando estas falam sobre problemas que estejam a enfrentar
    • Fingir que eles próprios são crianças ou assumir outra identidade falsa para obter a confiança das crianças
    • Intimidar, ameaçar ou chantagear as crianças
  • As crianças podem ser exploradas online sem que haja efectivamente um encontro ou contacto físico – por exemplo, o abusador poderá pedir-lhes que enviem fotografias em que apareçam desnudas ou que executem actos sexuais em frente à webcam e enviar essas imagens a outras pessoas
  • Assim que os abusadores tenham obtido a confiança das crianças online, podem sugerir um encontro na vida real
  • Qualquer que seja a forma que o aliciamento assuma, muitas vítimas jovens sentem-se responsáveis, e culpadas, em relação ao que aconteceu, sendo para elas difícil pedir ajuda. Em alguns casos, podem mesmo não se aperceber de que o que está a acontecer é abuso e podem acreditar que estão numa relação com o abusador, em quem vieram a confiar e em relação ao qual sentem proximidade
  • Fale com os seus filhos sobre o aliciamento online como potencial risco. Não espere até que aconteça algo – fale com eles agora e regularmente
  • Visite com eles o sítio Thinkuknow, que disponibiliza muitas informações distribuídas por classe etária
  • Recorde aos seus filhos que a internet é um lugar público e que nem toda a gente é quem diz ser online
  • Defina as opções de Controlos Parentais e de Pesquisa Segura baseando-se na idade e maturidade dos seus filhos; no entanto, lembre-se de que podem não ser 100% eficazes e que não substituem a supervisão parental
  • Explique-lhes que nunca devem dar os seus dados pessoais (por exemplo, nome, endereço, escola que frequentam) ou partilhar informações pessoais (incluindo fotografias e vídeos) com estranhos, na internet ou através do telemóvel
  • Incentive os seus filhos a definirem os seus perfis pessoais (por exemplo, em redes sociais) como “privados” para que apenas a família e os amigos os possam ver
  • Estabeleça regras para a utilização de webcams, máquinas digitais e telemóveis com máquinas digitais incorporadas
  • Não se esqueça de que os seus filhos podem estar sujeitos a aliciamento online em vários lugares – sítios de jogos multiutilizador, salas de chat e redes sociais são todos espaços públicos, por exemplo
  • Incentive os seus filhos a falarem consigo sobre qualquer coisa que os faça sentir desconforto online ou no telemóvel, como um estranho a tentar estabelecer contacto com eles, e incentive-os a guardarem e-mails, mensagens de texto e outras provas
  • Esteja atento a comportamentos invulgares, como a ocultação de e-mails ou de mensagens de texto por parte dos seus filhos, a tentativas de contacto ou envio de prendas por parte de adultos desconhecidos ou a mudanças dramáticas no comportamento
  • Denuncie qualquer incidente de aliciamento online aos órgãos de aplicação da lei relevantes do seu país – no Reino Unido, denuncie a situação ao Child Exploitation and Online Protection (CEOP) Centre
  • Se pensa que os seus filhos – ou outras crianças – poderão estar a correr perigo imediato, denuncie a situação também à polícia
  • Se alguém da sua família encontrar imagens de abuso de crianças na internet, denuncie a situação ao órgão de supervisão relevante do seu país – no Reino Unido, informe a Internet Watch Foundation. Pode obter mais informações sobre conteúdo ilegal aqui
  • Se os seus filhos gostariam de falar com alguém em confidência, recomende-lhes que contactem, no Reino Unido, a Childline (0800 1111 ou www.childline.org.uk)

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Que idade têm os seus filhos?

O que precisa para começar

  • 5-7 anos

    A tecnologia faz parte da vida dos seus filhos antes de iniciarem o ensino primário. Provavelmente utilizam o computador, a internet e a televisão interactiva por divertimento, para ver programas no canal de televisão e no website CBeebies ou para a participar nas salas de conversação do "Club Penguin"... no entanto, necessitam ainda da orientação e supervisão de adultos.

  • 8-11 anos

    Se tiver filhos com 8 a 11 anos de idade, a sua casa está provavelmente repleta de tecnologia: a PlayStation, a Nintendo, o iPod… a lista continua. De facto, estudos mostram que crianças entre os 8 e os 11 anos de idade no Reino Unido têm em média quatro equipamentos no seu quarto.

    Esta idade é decisiva para os jovens adoptarem novas tecnologias e desenvolver as suas capacidades na área das tecnologias da informação, tanto em casa como na escola… e é também uma altura decisiva para você assumir o controlo quando eles começam a explorar o mundo digital, bem como o mundo real.

  • 12-14 anos

    Frequentam o ensino básico e estão a crescer rapidamente. É uma altura de mudança e o seu mundo digital pode parecer-lhes tão importante como o mundo real. Podem passar a noite no Bebo, no Facebook ou no MySpace, a ver vídeos no YouTube e a carregar os seus próprios vídeos para outros os verem; ou a pesquisar para os trabalhos de casa.

    Com certeza pretende estimular as suas capacidades em termos de tecnologia e socialização, portanto é útil perceber o que eles fazem com a tecnologia e envolver-se também com ela.

  • +15 anos

    Na adolescência, os seus filhos tendem a pensar que percebem muito de tecnologia e que são capazes de lidar com tudo aquilo com que se deparam no mundo digital. Provavelmente assiste com espanto à forma como intercalam a conversa com os amigos no Facebook , como actualizam o perfil no Twitter, como jogam com alguém do outro lado do mundo na consola ou como transferem músicas para o telemóvel.

    Tudo representa divertimento. Porém, à medida que ficam mais velhos, aquilo de que você necessita para lidar com o mundo digital dos seus filhos torna-se ainda mais desafiante. Em vez de os deixar, precisa, de facto, de continuar a comunicar com eles.

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