Exploração da identidade sexual

O que é que preciso de saber sobre a forma como os jovens exploram a sua identidade sexual no mundo digital?

Explorar e testar a identidade e comportamento sexual é uma parte normal da adolescência, de ser adolescente e do processo de crescimento. Recorde-se de quando era adolescente…provavelmente lia em livros e revistas coisas sobre o sexo e as relações, falava sobre elas com os seus amigos e começou a sair pela primeira vez com rapazes ou raparigas.

A internet e os telemóveis apenas proporcionaram aos jovens novas formas de fazer isso. Actualmente, os seus filhos têm acesso a uma grande variedade de informações em sítios e blogues e através dos telemóveis (por exemplo, linhas de ajuda para adolescentes), para além de terem a oportunidade de conviverem com outros adolescentes em redes sociais e salas de chat e de falarem com peritos em fóruns e quadros e de mensagens sobre questões que lhes são queridas.

Saber como apoiar os seus filhos à medida que se desenvolvem e exploram a sua identidade e comportamento sexual é talvez um dos maiores desafios que vai enfrentar como pai. Pode ser difícil e embaraçoso – tanto para eles como para você.

Cabe-lhe a si decidir como abordar estas conversas, mas pensamos ser útil ter algumas orientações sobre algumas das formas como os seus filhos poderão estar a explorar o sexo e as relações online, pois pode não se aperceber do que se está a passar. Por exemplo, eles poderão estar:

  • A utilizar motores de pesquisa para encontrar informações – poderão encontrar inadvertidamente pornografia na internet ou procurá-la activamente
  • A conviver e a flertar com pessoas em redes sociais como o Bebo, o Facebook e o MySpace e em salas de chat – estas pessoas poderão ser amigos ou pessoas que nunca conheceram na vida real
  • A utilizar mensagens instantâneas ou webcams para conversar e partilhar imagens íntimas com o namorado ou a namorada
  • A partilhar imagens íntimas ou em que apareçam desnudos com outras pessoas através de mensagens de texto, e-mail ou Bluetooth – isto chama-se “sexting” e é uma tendência em crescimento entre os adolescentes
  • A ir a salas de chat onde possam ter conversas sobre sexo e relações com pessoas que só conhecem online
  • A discutir questões como a saúde e orientação sexual em fóruns e quadros de mensagens, com os seus pares ou com aconselhadores e profissionais de saúde
  • A telefonar ou enviar mensagens de texto para linhas directas dedicadas a informações sobre namoro ou a indicações gerais sobre sexo e relações

Sabia que?

Segundo a Beatbullying, mais de um terço dos jovens do Reino Unido com menos de 18 anos já receberam uma “sext” (mensagem de cariz sexual)

Já pode ter lido algo sobre “sexting” recentemente, e estar preocupado com as consequências se os seus filhos trocarem fotografias ou vídeos dessa forma.

*Veja este vídeo sobre a importância de os jovens pensarem antes de publicarem

Há receios de que os jovens estejam a ser pressionados a partilhar imagens íntimas ou em que apareçam desnudos que poderão ir parar às mãos erradas. Também se sabe que algumas pessoas utilizam “sexts” para intimidar ou assediar quem as enviou (reencaminhando a fotografia ou vídeo para outros colegas de escola para causar embaraço, por exemplo) e a polícia receia que criminosos sexuais acedam a “sexts” que tenham sido publicadas (em redes sociais, por exemplo). Além disso, se os seus filhos tiram, guardam ou partilham imagens indecentes, podem estar a infringir a lei.

  • Assegure-se de que em qualquer conversa que tenha com os seus filhos sobre sexo e relações fala sobre como poderão utilizar a internet e o telemóvel para os ajudar a explorar a sua identidade e comportamento sexual. É pouco provável que lhe digam tudo o que estão a fazer online e podem ficar embaraçados, mas vale a pena falar sobre isso regularmente
  • Não espere até que algo aconteça – diga-lhes que está ciente de algumas das coisas que poderão estar a fazer e assegure-lhes que podem falar consigo se estiverem preocupados ou a ser pressionados para fazerem certas coisas online
  • Se receia que os seus filhos estejam a participar em “sexting”, fale com eles sobre as consequências:
    • Incentive-os a resistirem a pressão exercida pelos amigos, mesmo que estejam a ser incentivados a enviar uma “sext” como “uma brincadeira”
    • Explique-lhes que é ilegal tirar, guardar ou partilhar imagens indecentes de qualquer pessoa com menos de 18 anos
    • Fale com eles sobre o facto de as suas imagens poderem ser enviadas a outras pessoas que conheçam ou ir parar às mãos de estranhos (que as poderão utilizar de forma negativa) e recorde-lhes que assim que enviem ou publiquem a imagem, não podem voltar atrás
  • Não precisa de lidar com este assunto sem ajuda – há muitos sítios úteis (ver abaixo)
  • Verifique se na escola dos seus filhos falam sobre a utilização responsável da internet e dos telemóveis (por exemplo, sobre os riscos da participação em “sexting”) durante aulas de educação sexual
  • Se receia que alguém tenha enviado aos seus filhos imagens ou vídeos indecentes ou que um estranho tenha estabelecido contacto impróprio com eles online, denuncie a situação ao seu operador de internet ou de redes móveis e às autoridades relevantes – no Reino Unido, informe a Internet Watch Foundation e o Child Exploitation and Online Protection (CEOP) Centre
  • Há vários artigos úteis neste sítio, disponibilizando indicações sobre tudo desde Bluetooth, chat e MI e redes sociais até ciberintimidação, aliciamento online e gestão da reputação
  • Se os seus filhos tiverem receios ou estiverem perturbados com alguma coisa que esteja relacionada com a sua sexualidade ou uma relação, sugira-lhes que podem falar em confidência com a Childline no Reino Unido

Onde me posso dirigir para obter mais informação e apoio?

  • A BBC disponibiliza indicações gerais para os pais de adolescentes
  • Para mais informações sobre “sexting”, veja este vídeo no sítio da BBC e leia este artigo do Times
  • A secção Be Well do Bebo disponibiliza aos adolescentes indicações de especialistas sobre saúde e bem-estar
  • Visite o sítio Teens First for Health, desenvolvido pelo Great Ormond Street Hospital
  • Pode obter mais informações sobre “ sexting” no sítio do Child Exploitation and Online Protection (CEOP) Centre
  • Se receia que os seus filhos tenham recebido imagens indecentes ou que alguém tenha estabelecido contacto impróprio com eles online, denuncie a situação ao seu operador de internet ou de redes móveis e às autoridades relevantes – no Reino Unido, informe a Internet Watch Foundation e o Child Exploitation and Online Protection (CEOP) Centre
  • Se os seus filhos gostariam de falar com alguém em confidência, podem contactar a Childline no Reino Unido
  • A Common Sense Media disponibiliza indicações sobre “sexting”
  • Obtenha indicações e fale com outros pais no sítio Mumsnet
  • A linha de ajuda permanente da Parentline disponibiliza orientações sobre uma vasta gama de questões parentais
  • Para conhecer melhor o tipo de pressões que são exercidas sobre os adolescentes no mundo digital, visite o sítio thatsnotcool.com
  • Visite o sítio Thinkuknow para indicações sobre segurança na internet
  • Veja este curto vídeo sobre o papel das webcams na exploração da identidade sexual

Que idade têm os seus filhos?

O que precisa para começar

  • 5-7 anos

    A tecnologia faz parte da vida dos seus filhos antes de iniciarem o ensino primário. Provavelmente utilizam o computador, a internet e a televisão interactiva por divertimento, para ver programas no canal de televisão e no website CBeebies ou para a participar nas salas de conversação do "Club Penguin"... no entanto, necessitam ainda da orientação e supervisão de adultos.

  • 8-11 anos

    Se tiver filhos com 8 a 11 anos de idade, a sua casa está provavelmente repleta de tecnologia: a PlayStation, a Nintendo, o iPod… a lista continua. De facto, estudos mostram que crianças entre os 8 e os 11 anos de idade no Reino Unido têm em média quatro equipamentos no seu quarto.

    Esta idade é decisiva para os jovens adoptarem novas tecnologias e desenvolver as suas capacidades na área das tecnologias da informação, tanto em casa como na escola… e é também uma altura decisiva para você assumir o controlo quando eles começam a explorar o mundo digital, bem como o mundo real.

  • 12-14 anos

    Frequentam o ensino básico e estão a crescer rapidamente. É uma altura de mudança e o seu mundo digital pode parecer-lhes tão importante como o mundo real. Podem passar a noite no Bebo, no Facebook ou no MySpace, a ver vídeos no YouTube e a carregar os seus próprios vídeos para outros os verem; ou a pesquisar para os trabalhos de casa.

    Com certeza pretende estimular as suas capacidades em termos de tecnologia e socialização, portanto é útil perceber o que eles fazem com a tecnologia e envolver-se também com ela.

  • +15 anos

    Na adolescência, os seus filhos tendem a pensar que percebem muito de tecnologia e que são capazes de lidar com tudo aquilo com que se deparam no mundo digital. Provavelmente assiste com espanto à forma como intercalam a conversa com os amigos no Facebook , como actualizam o perfil no Twitter, como jogam com alguém do outro lado do mundo na consola ou como transferem músicas para o telemóvel.

    Tudo representa divertimento. Porém, à medida que ficam mais velhos, aquilo de que você necessita para lidar com o mundo digital dos seus filhos torna-se ainda mais desafiante. Em vez de os deixar, precisa, de facto, de continuar a comunicar com eles.

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