Sexting

O que é sexting?

Alguns jovens enviam e recebem fotografias e vídeos sexualmente sugestivos com cenas de nudez ou quase nudez. Conhecidas por sexting, estas imagens são trocadas através de mensagens de texto, e-mail ou Bluetooth e têm-se tornado infelizes “moedas de troca nos relacionamentos”.

Sabia que?

Segundo a Common Sense Media, os miúdos enviam este tipo de mensagens para se exibirem, para seduzir alguém ou para demonstrar interesse em alguém ou provar um compromisso

Conforme revela um estudo realizado pela Beatbullying mais de um terço dos menores de 18 anos no Reino Unido já recebeu uma imagem ofensiva ou sexual perturbadora através do telemóvel ou do computador.

Veja porque razão é importante que os jovens “pensem antes de publicar” neste vídeo:

O que preciso de saber sobre este assunto?

Sabe-se que alguns jovens se envolvem numa variedade de cenários de sexting, incluindo:

  • Duas pessoas que tenham um relacionamento que trocam imagens uma com a outra, seja com o consentimento do indivíduo ou sob coação.
  • Parceiros que partilham imagens (que deviam ser privadas) fora da relação (por exemplo a transmiti-las à comunidade escolar). Um jovem cuja relação terminou pode estar particularmente vulnerável se tiver trocado imagens íntimas com o/a ex.
  • Duas pessoas – que não tenham ainda uma relação, mas onde uma das partes espera vir a ter – partilham imagens uma com a outra, quer com o consentimento do indivíduo ou sob coação. De acordo com a US survey em 2009, mais de um terço dos adolescentes afirma que trocar mensagens com este tipo de conteúdo facilita os namoros.
  • Os destinatários de imagens que tenham sido tiradas/transmitidas sem a permissão do indivíduo que as partilham com outras pessoas (por exemplo através de mensagens de texto/e-mail para os amigos).

Conforme afirma o autor de um importante relatório realizado pela Pew Internet em 2009 sobre os jovens e sexting: “Os adolescentes explicaram-nos como é que as mensagens sexualmente sugestivas se tornaram numa forma de moeda de troca nos relacionamentos… Estas imagens são partilhadas como fazendo parte de ou em substituição da actividade sexual, ou como uma forma de iniciar ou manter uma relação com a cara-metade. E são também transmitidas aos amigos para servir de entretenimento, como uma piada ou divertimento.”

Enquanto os jovens podem começar a enviar mensagens de sexting “para se divertirem”, podem existir consequências extremamente graves para o indivíduo da imagem (em termos da sua reputação e segurança pessoal), para os remetentes e destinatários. No mundo digital, as imagens podem ser copiadas, manipuladas, publicadas online e enviadas para outras pessoas em segundos.

As imagens podem ser facilmente transmitidas para outras pessoas utilizando os telemóveis e outros equipamentos – o que começou por ser uma mensagem privada entre duas pessoas pode rapidamente chegar aos colegas de escola e até a estranhos. Esta situação pode conduzir a bullying e humilhação.

Se as imagens forem publicadas online – no website de uma rede social ou blogue, por exemplo – podem lá permanecer para sempre e ser vistas por qualquer pessoa, incluindo os responsáveis pela admissão à universidade e futuras entidades empregadoras.

A polícia preocupa-se com o facto de este tipo de imagens poderem ser acedidas por agressores sexuais na Web que podem depois estabelecer contacto com o indivíduo da fotografia ou vídeo, fingir ser a pessoa na imagem como pretexto para contactar com jovens, ou fazer circular ainda mais a imagem.

Se alguém tira, guarda ou partilha imagens indecentes com alguém menor de 18 anos, podem estar a infringir a lei ao abrigo da lei Sexual Offences Act (Lei de Ofensas Sexuais) de 2003.

Embora muitos jovens preferissem falar com os seus pares sobre assuntos relacionados com sexting (segundo uma sondagem realizada pela South West Grid for Learning, 70 por cento dos adolescentes aconselhar-se-ia com amigos em vez dos pais e professores), é fundamental que discuta esta tendência crescente com o seu filho ou filha.

  • Fale com os seus filhos sobre sexting agora – principalmente se for um adolescente mais velho que possa já estar envolvido (ou a pensar iniciar) num relacionamento. Não espere até que algo aconteça. Poderá ser uma conversa difícil e embaraçosa, mas é fundamental que aborde esta questão.
  • Debata o sexting como uma parte de uma conversa mais alargada sobre relacionamentos. Dê-lhes a entender que compreende que queiram explorar a sua identidade sexual, mas deixe claro que não devem ser pressionados para fazer algo que não queiram.
  • Lembre ao seu filho ou filha a importância de “pensar antes de publicar” – logo que uma imagem ou informação esteja nos telemóveis ou na Internet, torna-se difícil recuperá-la. Pergunte-lhes como se sentiriam se os seus amigos, você, um professor, futura entidade empregadora ou um estranho vissem essas imagens?
  • Pense se o seu filho tem um plano de tarifas pré-pago ou mensal (onde uma factura detalhada é enviada ao proprietário do contrato – normalmente os pais) e qual é o limite das mensagens de texto. Estudos demonstram que os adolescentes que pagam as suas próprias contas e não têm um limite mensal de mensagens de texto têm maior probabilidade de trocar mensagens sexting
  • Incentive os seus filhos a não passar este tipo de mensagens se as receberem, mesmo que sejam encorajados a fazê-lo pelos seus pares. Partilhar imagens pode ser interpretado como um acto de bullying, o qual nunca é aceitável, e podem estar até a infringir a lei.
  • Explique-lhe que é ilegal tirar, guardar ou partilhar imagens indecentes de qualquer pessoa com menos de 18 anos ao abrigo da lei Sexual Offences Act (Lei das Ofensas Sexuais) de 2003
  • Se o preocupa o facto de existir sexting na escola dos seus filhos, fale com o professor. Podem ser capazes de tomar medidas no âmbito das aulas de educação sexual ou em linha com a política anti-bullying da escola
  • Se está preocupado com o facto de alguém ter enviado ao seu filhos imagens ou vídeos indecentes ou que um estranho tenha estabelecido contactos impróprios online, denuncie-o ao seu fornecedor de acesso à Internet ou operadora móvel e às autoridades relevantes – a Internet Watch Foundation e o Child Exploitation and Online Protection (CEOP) Centre no Reino Unido
  • Existem alguns artigos úteis neste website, que facultam aconselhamento sobre tudo, desde o Bluetooth, salas de conversação e MI e desde redes sociais até cyberbullying, aliciamento online e gestão da reputação
  • Se o seu filho está preocupado ou aborrecido com algo relacionado com a sua sexualidade ou relacionamento, pode sugerir que falem com confiança com a Childline no Reino Unido

Onde me posso dirigir para obter mais informação e apoio?

Que idade têm os seus filhos?

O que precisa para começar

  • 5-7 anos

    A tecnologia faz parte da vida dos seus filhos antes de iniciarem o ensino primário. Provavelmente utilizam o computador, a internet e a televisão interactiva por divertimento, para ver programas no canal de televisão e no website CBeebies ou para a participar nas salas de conversação do "Club Penguin"... no entanto, necessitam ainda da orientação e supervisão de adultos.

  • 8-11 anos

    Se tiver filhos com 8 a 11 anos de idade, a sua casa está provavelmente repleta de tecnologia: a PlayStation, a Nintendo, o iPod… a lista continua. De facto, estudos mostram que crianças entre os 8 e os 11 anos de idade no Reino Unido têm em média quatro equipamentos no seu quarto.

    Esta idade é decisiva para os jovens adoptarem novas tecnologias e desenvolver as suas capacidades na área das tecnologias da informação, tanto em casa como na escola… e é também uma altura decisiva para você assumir o controlo quando eles começam a explorar o mundo digital, bem como o mundo real.

  • 12-14 anos

    Frequentam o ensino básico e estão a crescer rapidamente. É uma altura de mudança e o seu mundo digital pode parecer-lhes tão importante como o mundo real. Podem passar a noite no Bebo, no Facebook ou no MySpace, a ver vídeos no YouTube e a carregar os seus próprios vídeos para outros os verem; ou a pesquisar para os trabalhos de casa.

    Com certeza pretende estimular as suas capacidades em termos de tecnologia e socialização, portanto é útil perceber o que eles fazem com a tecnologia e envolver-se também com ela.

  • +15 anos

    Na adolescência, os seus filhos tendem a pensar que percebem muito de tecnologia e que são capazes de lidar com tudo aquilo com que se deparam no mundo digital. Provavelmente assiste com espanto à forma como intercalam a conversa com os amigos no Facebook , como actualizam o perfil no Twitter, como jogam com alguém do outro lado do mundo na consola ou como transferem músicas para o telemóvel.

    Tudo representa divertimento. Porém, à medida que ficam mais velhos, aquilo de que você necessita para lidar com o mundo digital dos seus filhos torna-se ainda mais desafiante. Em vez de os deixar, precisa, de facto, de continuar a comunicar com eles.

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