Roubo de identidade

O que é o roubo de identidade?

O roubo de identidade consiste em obter as informações pessoais de alguém e fingir ser essa pessoa para obter ganhos pessoais (e muitas vezes financeiros).

Estes criminosos roubam a sua identidade para que possam, por exemplo, abrir contas bancárias ou obter cartões de crédito, contractos de telemóvel ou outros documentos em seu nome.

Para além de encontrarem informações pessoais no mundo real (por exemplo, tirando documentos do seu lixo, interceptando a sua correspondência ou roubando a sua carteira ou a sua bolsa), os criminosos estão a utilizar cada vez mais a tecnologia para facilitar o roubo de identidade.

Enviam e-mails que dizem ser do seu banco e que lhe pedem para confirmar os dados da sua conta e a palavra-chave; criam sítios fraudulentos; tentam atingir os utilizadores de telemóveis com Bluetooth.

Um estudo realizado em 2010 pela Get Safe Online mostrou que a explosão do número de “smart phones” está a tornar os utilizadores vulneráveis, sendo que 67% daqueles que acedem à internet a partir dos seus telemóveis não utilizam uma palavra-chave ou PIN. Os “smart phones” devem ser tratados como um mini-computador portátil – se o seu telemóvel for roubado, o ladrão pode ser capaz de aceder aos seus e-mails, ao seu perfil nas redes sociais ou até à sua conta bancária online.

Sabia que?

O roubo de identidade está a aumentar no Reino Unido, tendo o governo estimado em 2008 que este tipo de fraude custa à economia do Reino Unido 1,2 mil milhões de libras por ano

O que preciso de saber sobre este assunto?

Pode pensar que o roubo de identidade é uma questão que afecta mais os adultos do que as crianças. Mas os jovens também podem ser vítimas de roubo de identidade, e pode não ser detectada durante vários anos, até chegar a altura de abrirem a sua própria conta bancária, ou de pedirem um empréstimo para os estudos, por exemplo.

De facto, um estudo realizado em inícios de 2010 mostrou que os jovens entre 16 e 24 anos estão mais sujeitos à fraude online do que qualquer outra classe etária no Reino Unido, uma vez que têm mais tendência a fazer compras e a gerir a sua vida online.

Os utilizadores da internet mais jovens são particularmente vulneráveis, uma vez que poderão confiar mais nos estranhos e não se aperceberem de como alguém poderá utilizar as suas informações pessoais de forma imprópria. Assim, é importante que toda a sua família saiba como minimizar o risco de roubo de identidade.

  • Fale com os seus filhos sobre o que são “dados pessoais” – não são só o nome, endereço, número de telefone e data de nascimento, mas também informações como números de contas bancárias e de passaportes, e palavras-chave para o computador e para sítios da internet – e explique-lhes porque é importante que não partilhem estes dados
  • Incentive-os a utilizarem nomes de utilizador distintos em sítios públicos (isto é, diferentes do nome real ou do endereço e-mail) e a pedirem a sua autorização antes de submeterem informações pessoais online (por exemplo, quando se registam num sítio de jogos)
  • Se sabe onde está o perfil dos seus filhos numa rede social, diga-lhes que vai ver a informação que eles publicarem no sítio
  • Fale com eles sobre os esquemas de e-mail (denominados phishing) que pedem informações pessoais e que frequentemente afirmam provir de uma organização genuína como um banco ou a polícia
  • Assegure-se de que o seu computador tem o software anti-virus actualizado, software anti-spyware, filtros de spam e a firewall ligada e, se tiver uma rede sem fios em casa, assegure-se de que está encriptada
  • Mantenha os seus cartões de débito e crédito num lugar seguro – se os seus filhos quiserem comprar alguma coisa online, digite você mesmo os dados em vez de lhes dar o seu cartão
  • Defina um bloqueio através de PIN no seu telemóvel e nos dos seus filhos e utilize palavras-chave fortes (uma combinação de letras, símbolos e dígitos) no computador e em quaisquer sítios que visite. Não as escreva, não as partilhe com ninguém e altere-as regulamente – ensine os seus filhos a fazer o mesmo
  • Incentive os seus filhos a manterem os dispositivos portáteis como telemóveis e computadores portáteis seguros, tal como fariam em relação a dinheiro ou outros objectos valiosos
  • Ensine-os a não abrirem anexos de e-mail a não ser que conheçam quem os enviou, e a só descarregarem conteúdos de sítios em que confiem
  • Se os telemóveis dos seus filhos têm Bluetooth, desligue o Bluetooth para que outros utilizadores desta tecnologia não possam aceder à informação armazenada nos telemóveis (o que é conhecido como Bluesnarfing)
  • Obtenha o seu processo de crédito através de empresas como a Experian ou a Equifax para que possa verificar que instituições financeiras acederam aos seus dados
  • Se você ou os seus filhos forem vítimas de roubo de identidade, denuncie a situação à polícia e fique com o número de referência do processo ou contacte a Crimestoppers
  • Leia os nossos artigos sobre Bluetooth, privacidade, segurança e spam e esquemas

Onde me posso dirigir para obter mais informação e apoio?

  • No Reino Unido, denuncie as fraudes cometidas online à Action Fraud
  • A Bank Safe Online explica como funcionam os esquemas bancários, como o “phishing”, e permite-lhe denunciar essas situações no Reino Unido
  • A Crimestoppers disponibiliza no seu sítio uma útil checklist para vítimas de roubo de identidade e pode denunciar a esta organização os crimes de roubo de identidade no Reino Unido
  • O sítio Identity Theft, criado pelo governo do Reino Unido e por outras organizações relevantes, disponibiliza indicações detalhadas sobre o roubo de identidade, tanto no mundo real como no virtual
  • O sítio Get Safe Online, da campanha nacional do Reino Unido para promoção do conhecimento sobre segurança na internet, contém uma secção útil intitulada “Help me stop identity theft” (“Ajude-me a acabar com o roubo de identidade”)
  • Obtenha indicações e fale com outros pais no sítio Mumsnet
  • A linha de ajuda gratuita e permanente da Parentline disponibiliza orientações sobre uma vasta gama de questões parentais

Que idade têm os seus filhos?

O que precisa para começar

  • 5-7 anos

    A tecnologia faz parte da vida dos seus filhos antes de iniciarem o ensino primário. Provavelmente utilizam o computador, a internet e a televisão interactiva por divertimento, para ver programas no canal de televisão e no website CBeebies ou para a participar nas salas de conversação do "Club Penguin"... no entanto, necessitam ainda da orientação e supervisão de adultos.

  • 8-11 anos

    Se tiver filhos com 8 a 11 anos de idade, a sua casa está provavelmente repleta de tecnologia: a PlayStation, a Nintendo, o iPod… a lista continua. De facto, estudos mostram que crianças entre os 8 e os 11 anos de idade no Reino Unido têm em média quatro equipamentos no seu quarto.

    Esta idade é decisiva para os jovens adoptarem novas tecnologias e desenvolver as suas capacidades na área das tecnologias da informação, tanto em casa como na escola… e é também uma altura decisiva para você assumir o controlo quando eles começam a explorar o mundo digital, bem como o mundo real.

  • 12-14 anos

    Frequentam o ensino básico e estão a crescer rapidamente. É uma altura de mudança e o seu mundo digital pode parecer-lhes tão importante como o mundo real. Podem passar a noite no Bebo, no Facebook ou no MySpace, a ver vídeos no YouTube e a carregar os seus próprios vídeos para outros os verem; ou a pesquisar para os trabalhos de casa.

    Com certeza pretende estimular as suas capacidades em termos de tecnologia e socialização, portanto é útil perceber o que eles fazem com a tecnologia e envolver-se também com ela.

  • +15 anos

    Na adolescência, os seus filhos tendem a pensar que percebem muito de tecnologia e que são capazes de lidar com tudo aquilo com que se deparam no mundo digital. Provavelmente assiste com espanto à forma como intercalam a conversa com os amigos no Facebook , como actualizam o perfil no Twitter, como jogam com alguém do outro lado do mundo na consola ou como transferem músicas para o telemóvel.

    Tudo representa divertimento. Porém, à medida que ficam mais velhos, aquilo de que você necessita para lidar com o mundo digital dos seus filhos torna-se ainda mais desafiante. Em vez de os deixar, precisa, de facto, de continuar a comunicar com eles.

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