Utilização excessiva da tecnologia

O que é que preciso de saber sobre a utilização excessiva da tecnologia?

O desenvolvimento de gostos, preferências, passatempos e interesses é uma importante parte do processo de crescimento. Já pode ter reparado que os seus filhos se tornaram adeptos de um desporto particular, que seguem fervorosamente uma banda ou que apenas comem um certo tipo de comidas, por exemplo. Da mesma forma, podem também gostar de ir à internet, de jogar nas suas consolas de jogos ou de ouvir música no seu leitor de MP3

Para os adolescentes, em particular, estar online tornou-se numa forma essencial de câmbio social – entrar no Facebook ou noutra rede social quando chegam da escola é o equivalente a você correr para casa para telefonar aos seus amigos quando tinha a idade deles – e jogar na PSP ou na Wii já se tornou para muitas crianças parte da sua rotina ao fim do dia e no fim-de-semana.

Confrontados com uma variedade cada vez maior de dispositivos, produtos, serviços e funcionalidades, os jovens utilizam geralmente a tecnologia de uma forma positiva e equilibrada. Mas alguns pais reconhecerão que as crianças e os adolescentes podem passar muitas horas na internet, no telemóvel e nas consolas de jogos, e pode estar preocupado que os seus filhos estejam a utilizar excessivamente a tecnologia.

Tal como ajudaria os seus filhos a gerir e moderar o seu comportamento e actividades no mundo real, deve guiá-los na sua viagem através do mundo digital.

Sabia que?

Um estudo realizado em Agosto de 2009 pelo npower dos jovens entre 7 e 16 anos mostrou que estes passavam até nove horas por dia em frente a um ecrã (por exemplo, da TV, computador, telemóvel ou consola), o que equivale a um terço do ano

Em casos raros, as crianças e os adolescentes podem ficar obcecados com a tecnologia, particularmente com jogos de computador.

Em 2008, um psiquiatra americano de renome, Dr. Jerald Block, sugeriu que a utilização obsessiva da internet, incluindo a participação em jogos, a existência de preocupações sexuais e o envio de e-mails/mensagens de texto em excesso, deveria ser reconhecida como uma perturbação clínica.

O Dr. Block sugeriu quatro características comuns na utilização obsessiva da internet:

  • Utilização excessiva – perder a noção do tempo ou não comer ou dormir adequadamente
  • Retracção – por exemplo, sentimentos de raiva, tensão ou depressão
  • Tolerância – querer um computador melhor ou mais horas online
  • Repercussões negativas – por exemplo, discussões, mentiras, isolamento e cansaço

Mesmo se os seus filhos não evidenciam nenhuma destas características, pode estar preocupado que estejam a passar muito tempo online em vez de terem outros passatempos ou fazerem o trabalho escolar. Ou poderá estar preocupado que as suas amizades sejam baseadas apenas nas redes sociais em vez de abrangerem também o recreio da escola.

“Embora as empresas tenham de assumir alguma da responsabilidade pela prevenção da utilização imprópria de serviços e jogos online…em última instância, a responsabilidade deve ser atribuída aos pais.” – Vicki Shotbolt, Parent Focus

Pode ser difícil saber quando o entusiasmo normal em relação aos dispositivos digitais se tornou em algo mais preocupante. Portanto, é importante que fale regularmente com os seus filhos sobre o mundo digital deles e que tome algumas medidas para os ajudar a conjugar o tempo reservado à tecnologia com actividades no mundo real.

Para ajudar a evitar a utilização excessiva da tecnologia:

  • Tal como existem regras na sua família no mundo real, estabeleça limites claros para os seus filhos em relação à utilização da internet, telemóveis e outros dispositivos – por exemplo, quanto tempo podem estar no computador, que tipo de sítios podem visitar, que jogos podem jogar, quantas chamadas/mensagens de texto podem fazer/enviar no telemóvel e quanto dinheiro podem gastar em extras (por exemplo, em sítios como o Stardoll ou sítios de descarregamento de toques)
  • Defina opções de Controlos Parentais e Pesquisa Segura baseando-se na sua idade e maturidade para os proteger do acesso a conteúdo impróprio ou nocivo no entanto, lembre-se de que podem não ser 100% eficazes e que não substituem a supervisão parental
  • Em relação às crianças mais jovens, em particular, pondere optar por um tarifário pós-pago para que possa receber uma factura mensal detalhada e ver a quem é que os seus filhos telefonaram/enviaram mensagens. Diga aos seus filhos que vai conseguir ver estas informações na factura, para que não sintam que os está a espiar
  • Leia os nossos artigos sobre descarregamentos e direitos de autor, jogos de apostas, jogos, custos do telemóvel e pesquisa

Se está preocupado que os seus filhos estejam a ficar viciados nos dispositivos digitais:

  • Se receia que estejam na internet ou a jogar jogos no quarto durante a noite, transfira o computador/consola/TV para uma divisão que seja utilizada por toda a família. Pode mesmo ser recomendável que estabeleça algumas regras sobre o horário e local de utilização do telemóvel, uma vez que algumas crianças enviam mensagens de texto durante a noite quando estão na cama
  • Não espere até estar mesmo preocupado antes de falar com eles – mantenha as linhas de comunicação abertas para que eles saibam que podem contar consigo

Onde me posso dirigir para obter mais informação e apoio?

  • Encontrará indicações úteis no sítio do Center for Internet Addiction Recovery (EUA)
  • Se os seus filhos gostariam de falar com alguém em confidência, podem contactar a Childline no Reino Unido
  • A Common Sense Media disponibiliza indicações para ajudar a sua família a evitar o excesso de exposição aos média
  • No Reino Unido, a GamCare disponibiliza apoio para qualquer pessoa que esteja a enfrentar o problema do vício em jogos de apostas
  • A Mashable disponibiliza algumas indicações úteis sobre “responsabilidades parentais no contexto dos média sociais”
  • Obtenha indicações e fale com outros pais no sítio Mumsnet
  • A linha de ajuda permanente da Parentline disponibiliza orientações sobre uma vasta gama de questões parentais
  • O sítio do Dia por uma Internet Mais Segura 2011 disponibiliza informações para tornar os jogos actividades mais seguras

Perguntas frequentes relacionadas com este artigo

Saiba mais sobre Controlos Parentais

Que idade têm os seus filhos?

O que precisa para começar

  • 5-7 anos

    A tecnologia faz parte da vida dos seus filhos antes de iniciarem o ensino primário. Provavelmente utilizam o computador, a internet e a televisão interactiva por divertimento, para ver programas no canal de televisão e no website CBeebies ou para a participar nas salas de conversação do "Club Penguin"... no entanto, necessitam ainda da orientação e supervisão de adultos.

  • 8-11 anos

    Se tiver filhos com 8 a 11 anos de idade, a sua casa está provavelmente repleta de tecnologia: a PlayStation, a Nintendo, o iPod… a lista continua. De facto, estudos mostram que crianças entre os 8 e os 11 anos de idade no Reino Unido têm em média quatro equipamentos no seu quarto.

    Esta idade é decisiva para os jovens adoptarem novas tecnologias e desenvolver as suas capacidades na área das tecnologias da informação, tanto em casa como na escola… e é também uma altura decisiva para você assumir o controlo quando eles começam a explorar o mundo digital, bem como o mundo real.

  • 12-14 anos

    Frequentam o ensino básico e estão a crescer rapidamente. É uma altura de mudança e o seu mundo digital pode parecer-lhes tão importante como o mundo real. Podem passar a noite no Bebo, no Facebook ou no MySpace, a ver vídeos no YouTube e a carregar os seus próprios vídeos para outros os verem; ou a pesquisar para os trabalhos de casa.

    Com certeza pretende estimular as suas capacidades em termos de tecnologia e socialização, portanto é útil perceber o que eles fazem com a tecnologia e envolver-se também com ela.

  • +15 anos

    Na adolescência, os seus filhos tendem a pensar que percebem muito de tecnologia e que são capazes de lidar com tudo aquilo com que se deparam no mundo digital. Provavelmente assiste com espanto à forma como intercalam a conversa com os amigos no Facebook , como actualizam o perfil no Twitter, como jogam com alguém do outro lado do mundo na consola ou como transferem músicas para o telemóvel.

    Tudo representa divertimento. Porém, à medida que ficam mais velhos, aquilo de que você necessita para lidar com o mundo digital dos seus filhos torna-se ainda mais desafiante. Em vez de os deixar, precisa, de facto, de continuar a comunicar com eles.

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