Vídeo

O que é o vídeo?

O acesso à internet de banda larga, os dispositivos móveis e os sítios de partilha de vídeo mudaram a forma como o vídeo é apresentado.

Há tão pouco tempo como cinco anos, poderá ter visto um filme ou gravado um programa de televisão no seu videogravador ou poderá ter feito vídeos amadores utilizando uma máquina de filmar.

Actualmente, também pode ver vídeos na internet e no seu telemóvel; ver vídeo-a-pedido através da sua “box”; fazer os seus próprios filmes utilizando uma máquina digital, webcam ou máquina incorporada no telemóvel e colocá-los em sítios de partilha de vídeo como o Dailymotion e o YouTube para que outros também os possam ver. De facto, foram vistos mais de cinco mil milhões de vídeos no Reino Unido em 2009.

Veja este vídeo sobre ‘pensar antes de publicar’:

Há muitos termos novos no contexto do vídeo digital, tais como:

  • Clipes: São pequenas secções de vídeo, geralmente retiradas de uma fonte mais longa (como um filme, vídeo musical ou programa de TV) ou criadas por produtores cinematográficos amadores (denominados conteúdos gerados pelo utilizador). Desde 2005, tem havido um grande aumento no número de vídeos colocados online, graças a sítios como o YouTube
  • “Streaming”: É uma forma de disponibilizar vídeos em directo ou a pedido (depois de já terem sido transmitidos) – o BBC iPlayer é um exemplo de “streaming” de vídeo
  • “Vlogs”: São blogues de vídeo onde alguém que filmou experiências da sua vida real as coloca na Web para que outros as possam ver

O que preciso de saber sobre este assunto?

Os seus filhos podem utilizar a internet para verem vídeos das suas bandas favoritas, um programa de TV que tenham perdido ou videoclipes feitos pelos amigos; podem divertir-se a fazerem vídeos de si próprios, dos seus amigos e da família numa máquina digital ou telemóvel para depois os colocarem online.

Sabia que?

Segundo a Ofcom, no Reino Unido, quase metade dos utilizadores de internet entre 12 e 15 anos vêem ou descarregam conteúdos de vídeo (por exemplo, videoclipes no YouTube) pelo menos uma vez por semana

Sem dúvida que o vídeo é uma boa forma de entretenimento e incentiva a criatividade mas, como em relação a qualquer outro conteúdo digital, há algumas coisas de que, como pai, deve estar ciente.

  • Alguns conteúdos de vídeo podem não ser apropriados para as crianças mais jovens – reconhecendo isto, muito dos principais sítios de partilha de vídeo estabelecem uma idade mínima de 13 anos para a sua utilização e alguns disponibilizam filtros para que possa limitar aquilo que os seus filhos vêem
  • Se os seus filhos fazem e publicam vídeos na internet, têm de compreender que qualquer pessoa os poderá ver e que poderão ficar disponíveis online para sempre
  • A privacidade e segurança dos seus filhos poderá ser comprometida por alguma coisa que revelem num vídeo acerca de si próprios, o que os poderá tornar alvos de intimidadores, criminosos ou spammers, por exemplo

Muitos dos principais sítios de partilha de vídeo têm Termos de Utilização e Orientações para a Comunidade, equipas de colaboradores a avaliar os vídeos e filtros para tornar os sítios mais seguros e divertidos para as crianças e para os adultos. Incentivam os utilizadores a denunciarem qualquer conteúdo que seja impróprio, para que possam investigar e tomar medidas, como por exemplo retirar um vídeo do sítio ou fechar a conta de alguém.

Se os seus filhos vêem vídeos na internet ou no telemóvel:

  • Explique-lhes porque é importante que respeitem os limites de idade em sítios de partilha de vídeo como o YouTube – é para o seu próprio bem, para ajudar a protegê-los de vídeos impróprios ou nocivos. Se descobrir que os seus filhos estão abaixo da idade mínima estabelecida por um determinado sítio de partilha de vídeo, deve ser possível contactar o sítio para cancelar o registo
  • Se está preocupado com os tipos de vídeos que os seus filhos poderão estar a ver, considere supervisionar a sua utilização de sítios de partilha de vídeo, TV ou filmes e tire partido dos Controlos Parentais, do bloqueio com PIN e das opções de Pesquisa Segura. Por exemplo, se eles vêem vídeos no YouTube, escolha o Modo de Segurança do sítio e, se a sua família tem uma palavra-chave para o YouTube, bloqueie-a no seu navegador
  • Leia com os seus filhos os Termos de Utilização ou as Orientações para a Comunidade nos sítios de partilha de vídeo que eles utilizam. Se alguém da sua família vir um vídeo que pensa que infringe os termos ou orientações, comunique ao sítio que deve ser avaliado (frequentemente denominado “flagging”). Veja as secções de “Ajuda”, “Segurança” ou “Termos de Utilização” do sítio para informações sobre como indicar/sinalizar algo para avaliação
  • Se os seus filhos encontrarem um vídeo com conteúdo impróprio ou potencialmente ilegal – como incitamento ao ódio ou imagens de abuso de crianças – incentive-os a que lhe digam imediatamente para que possa informar o sítio onde o vídeo foi colocado e o órgão de supervisão relevante do seu país – no Reino Unido, informe a Internet Watch Foundation
  • Leia os nossos artigos sobre conteúdo impróprio e nocivo e conteúdo ilegal

Se os seus filhos fizerem vídeos e os colocarem na internet:

  • Ensine-os a “pensarem antes de publicarem”. Pergunte-lhes: Se gostariam que o seu professor/um futuro empregador/um completo estranho visse o seu vídeo. Se o seu vídeo poderá comprometer a sua privacidade ou torná-los vulneráveis a intimidadores ou criminosos. Se gostariam que o seu vídeo ficasse disponível na internet durante o resto da sua vida.
  • Incentive-os a utilizarem as ferramentas incorporadas nos sítios de partilha de vídeo para definirem o seu vídeo como “privado” – assim, apenas os seus amigos e outras pessoas com quem o partilhem o poderão ver
  • Explique-lhes a importância de não incluírem nenhuma informação como o nome, número de telemóvel, uniforme da escola ou fotografias da sua casa nos vídeos que fazem (isto é, qualquer coisa que possa ajudar um estranho a encontrá-los)
  • Assegure-se de que eles obtêm autorização de todos os que aparecem no vídeo antes de o publicarem – nem toda a gente quer ser famosa
  • Se receberem um vídeo de outra pessoa (por exemplo, através de e-mail ou mensagem de texto) que mostre alguém a ser intimidado, incentive-os a que lhe digam e não partilhem o vídeo com mais ninguém
  • Explique-lhes que não devem publicar vídeos que mostrem violência gratuita ou conduta imprudente, tais como abuso de substâncias ou condução perigosa
  • Fale com eles sobre os direitos de autor – só devem publicar vídeos que sejam completamente da sua autoria. Se o vídeo incluir clipes musicais ou de TV, por exemplo, podem estar a infringir direitos de autor. Para mais informações, leia o nosso artigo sobre descarregamentos e direitos de autor
  • Tal como os ensina a respeitar os outros no mundo real, incentive-os a respeitar as outras pessoas no mundo digital (por exemplo, nos comentários sobre um vídeo que tenham feito)
  • Diga aos seus filhos que podem falar consigo se alguém os ameaçar ou perturbar por causa de um vídeo que tenham colocado online, para que os possa ajudar a agir de forma adequada
  • Lei os nossos artigos sobre ciberintimidação, exploração da identidade sexual, roubo de identidade, gestão da reputação e aliciamento online

Onde me posso dirigir para obter mais informação e apoio?

  • O CBBC iPlayer, dirigido às crianças entre 6 e 12 anos, disponibiliza bloqueios parentais para evitar que os seus filhos vejam conteúdo impróprio
  • O MSN Video disponibiliza sugestões de segurança na partilha de vídeo
  • Visite o sítio da Ofcom para mais informações sobre Controlos Parentais e TV interactiva
  • O Centro de Segurança do YouTube disponibiliza indicações sobre privacidade e segurança e pode ver uma demonstração do Modo de Segurança do YouTube

Perguntas mais frequentes relacionadas com este artigo

Obtenha mais informações sobre Controlos Parentais

Que idade têm os seus filhos?

O que precisa para começar

  • 5-7 anos

    A tecnologia faz parte da vida dos seus filhos antes de iniciarem o ensino primário. Provavelmente utilizam o computador, a internet e a televisão interactiva por divertimento, para ver programas no canal de televisão e no website CBeebies ou para a participar nas salas de conversação do "Club Penguin"... no entanto, necessitam ainda da orientação e supervisão de adultos.

  • 8-11 anos

    Se tiver filhos com 8 a 11 anos de idade, a sua casa está provavelmente repleta de tecnologia: a PlayStation, a Nintendo, o iPod… a lista continua. De facto, estudos mostram que crianças entre os 8 e os 11 anos de idade no Reino Unido têm em média quatro equipamentos no seu quarto.

    Esta idade é decisiva para os jovens adoptarem novas tecnologias e desenvolver as suas capacidades na área das tecnologias da informação, tanto em casa como na escola… e é também uma altura decisiva para você assumir o controlo quando eles começam a explorar o mundo digital, bem como o mundo real.

  • 12-14 anos

    Frequentam o ensino básico e estão a crescer rapidamente. É uma altura de mudança e o seu mundo digital pode parecer-lhes tão importante como o mundo real. Podem passar a noite no Bebo, no Facebook ou no MySpace, a ver vídeos no YouTube e a carregar os seus próprios vídeos para outros os verem; ou a pesquisar para os trabalhos de casa.

    Com certeza pretende estimular as suas capacidades em termos de tecnologia e socialização, portanto é útil perceber o que eles fazem com a tecnologia e envolver-se também com ela.

  • +15 anos

    Na adolescência, os seus filhos tendem a pensar que percebem muito de tecnologia e que são capazes de lidar com tudo aquilo com que se deparam no mundo digital. Provavelmente assiste com espanto à forma como intercalam a conversa com os amigos no Facebook , como actualizam o perfil no Twitter, como jogam com alguém do outro lado do mundo na consola ou como transferem músicas para o telemóvel.

    Tudo representa divertimento. Porém, à medida que ficam mais velhos, aquilo de que você necessita para lidar com o mundo digital dos seus filhos torna-se ainda mais desafiante. Em vez de os deixar, precisa, de facto, de continuar a comunicar com eles.

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